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VHDL

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Sáb, 26 de Fevereiro de 2011 01:12

Introdução:

O desenvolvimento da linguagem VHDL foi motivado pela necessidade de um padrão para o intercâmbio de informações entre fornecedores de equipamentos para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. É importante lembrar que esta linguagem é concorrente, ou seja, os comandos envolvidos em um mesmo evento acontecem simultaneamente, diferentemente de linguagens de programação de software. A Figura 1 mostra as etapas de um projeto utilizando VHDL.


Figura1. Etapas de projeto usando VHDL.



Comentários:

Apesar de o compilador ignorar todo o texto que está escrito como comentário, os comentários tem uma grande importância durante o projeto. Com comentários e um pouco de bom senso é possível criar um código limpo e legível. Diferentemente de outras linguagens de programação, na VHDL os comentários são escritos depois de dois traços como mostra a Figura 2.


Figura 2. Exemplo de comentário.



Entidade:

Uma entidade de projeto pode representar uma simples porta lógica como um sistema completo e é composta de duas partes: declaração da entidade e arquitetura. A declaração da entidade define a interface com o ambiente exterior, como, por exemplo, as entradas e saídas. A Figura 3 mostra a declaração dos 4 modos de porta, e eles são:

1. IN – apenas entrada
2. OUT – apenas saída
3. BUFFER – saída que controla sinal interno
4. INOUT – porta bidirecional


Figura 3. Declaração de portas.



Arquitetura:

A arquitetura contém a parte lógica da entidade utilizando suas entradas e saídas. Ainda é possível declarar sinais internos dentro da arquitetura, estes sinais são chamados classes. São elas:

1. CONSTANT - define um objeto com valor estático.
2. VARIABLE – são objetos que podem ter o seu valor alterado, e são usadas em regiões de código seqüencial.
3. SIGNAL - são objetos que podem ter o seu valor alterado, e são usadas em regiões de código concorrente ou seqüencial. É bom lembrar que a porta de uma entidade realiza a declaração de um sinal.

Existe uma diferença na atribuição de sinais entre VARIABLE e SIGNAL. A Figura 4 simboliza essa diferença.


Figura 4. Atribuição de valores.



Tipos de Objeto:

Tipo predefinido Valor Exemplos
BIT Um, zero 1, 0
BOOLEAN Verdadeiro, falso TRUE, FALSE
CHARACTER Caracteres ASCII a, b, c, A, B, C, ?
INTEGER -231-1 até 231-1 123, 8#173#, 16#7B#
BIT_VECTOR 1,0 "1001", B"10_10"
STRING Tipo character “texto”

Tabela 1. Tipo de Objetos.


Operadores:

Uma boa dica para se usar os operadores é empregá-los entre parêntesis para definir a ordem as operações. E devido à rigidez da linguagem VHDL com relação aos tipos, os operandos de uma operação geralmente são do mesmo tipo. A Tabela 2 mostra os operandos em ordem crescente de precedência.

Precedência Classe Operadores
Menor Lógicos and or nand nor xor xnor
Relacionais = /= < <= > >=
Deslocamento sll srl sla sra rol ror
Adição + - &
Sinal + -
Multiplicação * / mod rem
Maior diversos ** abs not

Tabela 2. Tipo de Operadores.


Referências:

D’AMORE, Roberto. VHDL – Descrição e Síntese de Circuitos Digitais. Editora LTC. Rio de Janeiro, 2005.

Última atualização em Qua, 16 de Março de 2011 04:11